Basicamente será formado por um corpo em U com altura acima da rua correspondente a um piso e um piso e meio abaixo do nível da rua. No piso abaixo do nível da rua, o “U” será fechado e o espaço central será coberto com uma cobertura ligeira.

Da disposição formal que lhe é conferida resulta um espaço semi exterior coberto, confinado pelo edifício, que funcionará como “praceta” à volta da qual circularão os acessos do edifício e que servirá de espaço polivalente, para exposições, espaço de lazer etc.

O grande espaço central terá condições climatéricas favoráveis resultantes da sua orientação, fechada para o quadrante Sul pela cobertura e protegido dos restantes quadrantes pelos corpos de edificação.

A concepção no seu todo e os processos construtivos e materiais preconizados foram pensados, tendo como objectivo importante conseguir uma construção que evite percas e desperdício de energia, respeitando parâmetros de conforto e durabilidade dos materiais adequados.

Os edifícios constituem o segundo maior consumidor de energia e consequentemente o segundo maior poluente em termos de emissões de Co2.

Estes dois factos associados ao crescendo dos preços da energia, levou a União Europeia a produzir um conjunto de directivas no sentido da implementação de medidas de eficiência energética no sector dos edifícios que recentemente foram transpostas para a regulamentação nacional.

Assim, com vista a reduzir o consumo energético bem como as emissões de CO2 consequentes e optimizando a utilização racional de energia, propõe-se a adopção das seguintes medidas:

1) Protecção solar:

O clima português e, especialmente, o algarvio dá lugar a fortes incidências da radiação solar sobre os edifícios. Para obviar aos seus efeitos nefastos as fachadas orientadas a Sul, Nascente e a Poente disporão de palas “quebra-sol” orientáveis;

2) Optimização da qualidade térmica das superfícies envolventes com vista a reduzir as cargas térmicas e a dotar o edifício de mecanismos que minorem a dependência energética;

3) Aplicação e verificação das exigências da nova regulamentação térmica, procedendo ao controlo adequado da captação passiva de energia solar em função das necessidades;

4) Optimização da área de envidraçados tendo em vista um bom aproveitamento e captação da luz natural para iluminação versus iluminação artificial;

5) Aproveitamento das condições exteriores para fazer um arrefecimento gratuito do edifício durante a noite. A ventilação natural nocturna destina-se a remover a carga térmica acumulada durante o dia e faz-se por aberturas de admissão nos compartimentos, colocadas a nível baixo, e aberturas de exaustão a nível alto;

6) Optimização dos consumos com iluminação artificial face a um controlo ajustado á entrada de luz natural;

7) Climatização com fluidos térmicos, água quente e fria, com produção centralizada através de duas Bombas de Calor Geotérmicas (BCG). Usaram-se BCG’s dado o seu elevado COP, de forma a minimizar o consumo.

8) Instalação de contadores de entalpia (para permitir medir o consumo de energia térmica) em zonas do edifício que se preveja venham a funcionar como independentes;

9) Utilização de sistemas passivos de aproveitamento de energia solar para aquecimento ambiente;

10) Rede de esgotos pluviais e equiparados, servindo a drenagem das coberturas e terraços, descarregando e armazenando em reservatórios, equipados com tubo ladrão com ligação à rede pública, ou a valas de drenagem existentes nas envolventes do edifício. A água armazenada poderá será utilizada em parte dos aparelhos das I.S. (urinóis e sanitas), e eventualmente em lavagens. Se as reservas a construir forem dedicadas, uma parte delas poderá ser utilizada também em regas;

11) Instalação dum sistema de ventilação natural nocturna, actuado electricamente com recurso a painéis captores de energia solar foto voltaica;

12) Implementação do SGTC Sistema de gestão técnica centralizada tem assim como objectivos orientadores fundamentais os seguintes:

A – Simplificar e, tanto quanto possível, automatizar a exploração das instalações técnicas do complexo, controlando e monitorizando estados, avarias e consumos energéticos referentes às diferentes instalações técnicas;

B – Supervisionar e controlar os diversos sistemas e instalações de forma a assegurar regimes de funcionamento mais económicos e uma exploração racional e integrada dos mesmos;

C – Disponibilizar, de uma forma centralizada, toda a informação relevante, com os consequentes benefícios quer ao nível da exploração, quer ao nível da manutenção;

D – Trocar informações entre os diversos sistemas para optimização da gestão global do complexo.

voltar a ensino e cultura

descrição

ficha técnica
12345678910

Instituto de NovasTecnologias e Centro de Incubação de BaseTecnológica

contactos

projectos

 

atelier

 

descrição