Desde a sua fundação, em 1902, por Ricardo Jorge, o Instituto funcionava em condições extremamente precárias num velho e acanhado edifício do Campo de Santana, em Lisboa. O empolamento das suas atribuições impôs a criação de novas instalações.

O programa destas definia um elevado e diversificado número de premissas, envolvendo, entre outras, funções laboratoriais com alto nível de especialização, centro de saúde pública, gabinetes de estudo e, ainda, uma componente abrangendo o ensino.

A nossa concepção apoiou-se no pressuposto de que todo o corpo de laboratórios deveria ser modulado nas suas duas direcções ortogonais em função dum correcto dimensionamento dos postos de trabalho e tendo em atenção uma distribuição igualmente modulada das complexas redes de instalações técnicas que lhe seriam imprescindíveis.

Não podemos deixar de referir o apoio que recebemos do especialista em assuntos laboratoriais da Organização Mundial de Saúde, que no Verão de 1966, a convite do Governo Português, se debruçou sobre os primeiros estudos para as novas instalações do Instituto, Sir Graham Wilson. Este reputado técnico manifestou imediatamente adesão à nossa maneira de encarar os problemas, escrevendo na extensa nota final que elaborou que "o plano geral do novo edifício é, não só atractivo, mas também interessante, e o arquitecto merece ser felicitado pela sua concepção original e excelente".

Os Serviços Laboratoriais foram localizados num único corpo, visto tratar-se de instalações que condicionam o dimensionamento da estrutura resistente. Com efeito, tendo-se optado por uma colocação de bancadas perpendicularmente às fachadas, o seu dimensionamento e o espaço a deixar entre estas define um módulo estrutural, com o qual são conjugados todos os restantes elementos.

Optou-se por uma modulação longitudinal de 3,50 m, a qual permite a consideração de bancadas com 0,70 m a 0,80 m de profundidade, conseguindo-se um intervalo entre estas que permite, além da permanência de pessoas trabalhando, a passagem franca de uma terceira, no espaço sobrante. No sentido transversal, a estrutura define três vãos, sendo os extremos reservados às salas de laboratório propriamente dito, e o central à instalação de um "corpo central" (onde se colocarão dependências como câmaras frigoríficas, salas para congeladores e centrifugadoras, etc., cuja utilização será comum a cada andar) e ao corredor longitudinal de circulação.

 

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Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

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