A intervenção da equipe projetista teve o seu início no "Concurso Público para a elaboração das instalações do Instituto Superior Técnico no “Campus do Tagus Park", promovido pelo Instituto Superior Técnico no qual se obteve o primeiro lugar.

O concurso tinha como objetivo a elaboração de um plano de enquadramento para o lote e o estudo prévio dos edifícios da 1ª fase.

Os estudos desenvolvidos tiveram como base o programa preliminar das instalações, onde o I.S.T. definiu os objetivos, a estrutura organizativa, as necessidades e requisitos. O programa definia seis “sectores” correspondentes a funções e requisitos distintos.

A solução apresentada define cinco edifícios distintos, interligados, em que cada um seria destinado a um dos sectores:

 

- Sector Aulas Intensivas                                                       13.447m²

- Sector Departamental/ Gestão                                              34.388m²

- Sector Estudantes                                                                4.570m²

- Sector Biblioteca                                                                14.538m²

- Sector Desportivo                                                                7.929m²

- Sector Restauração                                                              5.578m²

 

Desta forma, a primeira fase é formada por parte do edifício principal designado por "Edifício do Sector Gestão e Sector Departamental", já construído (1ª fase), e pelo “Edifício do Sector Restauração” cujo projeto foi desenvolvido em 2010/11.

Solução Geral do Plano

A solução geral do Plano tem como característica principal um traçado regulador radial que se relaciona com as características do terreno e a sua envolvente. Assim:

A rotunda, elemento orientador da solução, tem como centro o mesmo da curvatura da Rua Prof. Aníbal Cavaco Silva no seu troço central e encontra-se sobre a linha de visibilidade definida pela Câmara Municipal de Oeiras.

Com início neste centro são definidas linhas reguladoras radiais e circulares onde de uma forma organizada e funcional dão lugar a um vasto sector circular desenvolvendo-se desde a linha de visibilidade, a Norte, até ao limite Sul do terreno, junto à EN 249/3, dentro do qual se implantam radialmente os elementos fundamentais, em que se incluem, entre outros, edifícios e arruamentos.

Para os vários edifícios houve a preocupação de conseguir soluções enquadradas na morfologia do terreno tendo em atenção e tirando partido dos pendentes

Interligando todos os edifícios, para além dos percursos ao nível do solo, foi criada uma linha de trajetos pedonais, na maioria sobrelevados, possibilitando deslocações a coberto que evitam o atravessamento das artérias destinadas a viaturas.

Edifício do Sector Gestão e Sector Departamental

A solução apresentada baseou-se na criação de dois corpos curvilíneos com desenvolvimento paralelo que, no seu todo e face à sua dimensão constituem o elemento fundamental da solução geral do conjunto das instalações do I.S.T. no "Tagus Park". O desenvolvimento paralelo dos dois corpos permite a criação, entre eles, de um espaço contínuo onde, ao longo do seu eixo longitudinal, localizamos as colunas de circulação verticais que, ligadas a um sistema de galerias de acesso aos diferentes andares, a um e outro lado, permitem que, sob o ponto de vista funcional, o conjunto dos dois corpos se comporte como um todo.

Os dois corpos têm altura correspondente a três pisos acima do solo, desenvolvendo-se sobre a "base" constituída pela cave de estacionamento que abrange a área dos dois corpos e do espaço central entre eles.

A zona central deste espaço, no eixo que interliga as duas entradas principais, foi pensada como um local de desafogo, propício a grandes concentrações de pessoas, bem como local de eventuais exposições ou outros eventos de carácter cultural ou pedagógico.

O facto de ser coberto e fechado nos topos faz deste espaço central uma zona de transição entre o exterior e o interior.

Como princípio básico de distribuição dos serviços, optou-se pela localização no Piso 0 dos que, pela sua natureza, implicam maior afluência de alunos, reservando-se para o Piso 1 os que já implicam menor afluência e para o Piso 2 as instalações departamentais onde se verifica um menor número de utentes.

Com esta distribuição, pretende-se que os alunos se concentrem preferencialmente no nível 0, correspondente ao Grande Átrio e no Piso 1, imediatamente acima, proporcionando um ambiente mais sossegado no piso superior, que corresponde aos núcleos departamentais com os gabinetes dos docentes, pós-graduados e catedráticos.

O espaço central, que dispõe de áreas ajardinadas ao nível do Piso 0, proporciona um ambiente livre do bulício dos arruamentos envolventes, inevitavelmente com a presença de inúmeros veículos.

Este edifício é constituído no seu todo por sete módulos, sendo que a 1ª fase já construída abrange cinco módulos. A sua construção foi feita por módulos sendo que o primeiro foi iniciado em 1998 e o quinto concluído em 2008.

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