DRAE – Direcção Regional de Agricultura de Évora
A elaboração do projeto de um edifício em que a função laboratorial é predominante reveste-se de especificidades próprias. No caso vertente o desenvolvimento que foi atribuído ao Programa que o informa é disso reflexo.
Para além do expresso no programa funcional a que havia que dar cabal satisfação, consideramos que na conceção do novo edifício teriam que ser tidos em conta, como dados programáticos, mais as seguintes condicionantes:
Uma vez que está em causa o delineamento de um edifício que se constituirá como extensão de outro existente, o novo teria que ser concebido respeitando parâmetros estéticos idênticos, tanto mais que o existente se apresenta, designadamente em relação a estes aspetos, como peça válida,
Tratando-se de uma instalação situada em pleno Alentejo, não podem ser ignoradas as específicas condições climatéricas locais caraterizadas por invernos frios e verões, por vezes, extremamente quentes em que uma radiação solar intensa exige que os edifícios assegurem uma proteção eficaz.
Da Solução Funcional
As instalações atuais são formadas por um conjunto de corpos de edificação bem demarcados mas funcionalmente interligados.
Apesar de as novas instalações agora programadas assumirem um volume ultrapassando o de qualquer dos corpos atuais, pensou-se uma solução que se venha a integrar na conceção inicial de forma a que a solução final se apresente como um todo homogéneo para o que se delineou um novo corpo de edificação a acrescentar aos já existentes, tendo em atenção princípios estéticos concordantes.
Dando sequência ao acima expresso, o novo edifício, de forma retangular, constituir-se-á como peça autónoma, ligada ao existente por galeria envidraçada que além de estabelecer a necessária interligação comunicará diretamente com o exterior.
Constituído, basicamente, por um único piso, onde se situará a totalidade dos laboratórios e outras instalações programadas, mercê do arranjo conferido à sua cobertura em telhado de duas águas, será encimado por um vazio técnico superior onde se instalará o diverso equipamento técnico indispensável ao correto funcionamento dos laboratórios, o qual dada a descontinuidade atribuída às duas às duas águas do telhado, disporá de uma abertura, desenvolvendo-se ao longo de todo o edifício, que garantindo iluminação para o local facilite a instalação do equipamento que implique trocas de ar com o exterior.
Dono de Obra:
Direcção Regional de Agricultura de Évora
Localização:
Évora
Área de Construção:
840m²
Projeto:
2002/2005
Conclusão da Obra:
2011
Programa:
Edifício destinado a alojar os laboratórios de Veterinária de Évora.
Equipa:
Arquitetura
– João Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquiteto
– Manuel Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquiteto
– António Pedro Batista Pardal Monteiro – Arquiteto
– Sónia Machado Mendes – Arquiteta
– Maria Matos – Arquiteta
– Rodrigo Moutinho
Fundações e Estrutura
– Paulo Reis – Engenheiro
Instalações e Equipamentos Mecânicos
– Teprol
Instalação e Equipamentos de Águas e Esgotos
– Teprol
Instalação e Equipamentos Elétricos
– Luís Serrão – Engenheiro
Instalação e Equipamentos de Gás
– Teprol
Segurança Integrada
– João Pardal Monteiro – Arquiteto
