Instituto Superior Técnico - Edifício para Investigação Científica, Pósgraduação e Douturamentos - PMA
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Instituto Superior Técnico – Edifício para Investigação Científica, Pósgraduação e Douturamentos

Do Plano Director

De acordo com os princípios que nortearam a elaboração do Plano Director, os edifícios de grande porte, destinados ao Departamento de Engenharia Civil e aos Cursos de Posgraduação / programa “Ciência”, foram localizados na periferia Poente do recinto, ao longo da Rua Alves Redol, onde, aliás, já se situava o imóvel do Complexo Interdisciplinar com expressão arquitectónica própria e diferente da do existente.

A criação destes dois novos edifícios punha problemas de difícil solução porquanto os programas a que havia que dar satisfação lhes atribuíam dimensão que, inevitavelmente, os impunha como novo conjunto com características próprias e presença concordante, sendo, também, de referir as dificuldades inerentes à necessidade de integrar no conjunto o citado edifício do Complexo Interdisciplinar.

Do Projecto

O problema das novas instalações para a Escola de Posgraduação e para o ITEC – Instituto Tecnológico para a Europa Comunitária (Edifício “Ciência”), foi encarado conjuntamente admitindo-se a criação de um edifício único.

Tal como o Pavilhão de Engenharia Civil, trata-se de construção cujo volume colocou problemas de integração relacionados tanto com o conjunto edificado do IST como com a envolvente urbana.

Com base nos critérios que informaram o Plano Director, a sua concretização só seria admissível na faixa Poente do recinto do Instituto, onde terreno disponível se situa a Sul do edifício do Complexo Interdisciplinar, entre este e a Av. Rovisco Pais e a R. Alves Redol.

A extensão das áreas programadas, confrontadas com a do terreno disponível, conferiram à concepção do edifício alguma dificuldade. Se, por um lado, havia que encontrar uma solução que se articulasse com o vizinho edifício do Complexo Interdisciplinar, por outro, havia que encontrar uma expressão que, formalmente, se conjugasse com a atribuída ao quase concluído Pavilhão de Engenharia Civil.

A articulação com o imóvel do Complexo Interdisciplinar conduziu ao nivelamento dos pisos da nova construção com os da existente, tanto por razões estéticas como pela consequente facilidade de interligação. Relativamente aos aspectos formais, optou-se por soluções de fachada filiadas nas do Pavilhão de Engenharia Civil, como meio de estabelecer alguma unidade no lado Poente do recinto do Instituto, apesar da presença do edifício do Complexo; com este procedimento pretendeu-se caminhar no sentido de uma demarcação entre as construções iniciais e as do presente.

Estabelecidos os princípios a que a nova construção teria que se cingir, impunha-se a sua harmonização com a envolvente urbana. Para a atingir, observaram-se os regulamentos em vigor, não esquecendo que estava em causa um edifício público com características, de certo modo, não usuais. Com efeito, os regulamentos aplicáveis têm em vista as construções mais correntes nas cidades, nomeadamente as destinadas a habitação e a actividades terciárias, contemplando, contudo, as situações relacionadas com edifícios com outras características. A solução encontrada, duma maneira geral, dá-lhes satisfação, podendo-lhe, apenas, serem feitos reparos com pouca relevância, nomeadamente nos aspectos que se prendem com o seu relacionamento com as construções mais próximas.

Um outro aspecto a que se atribuiu importância relaciona-se com a intenção de manter o muro e gradeamento de vedação do recinto, elemento a que se atribuem características, de certo modo, emblemáticas, sobretudo para quem circule nas artérias envolventes. Por esta razão, a solução afasta o edifício do plano marginal e atribui ao r/chão uma menor volumetria que reforça esse afastamento, como forma de realçar a presença da vedação a manter e dar ao local uma maior “transparência”, sobretudo para quem circule no exterior.

Dono de Obra:

Instituto Superior Técnico

Universidade Técnica de Lisboa

Localização:

Campus Alameda

Lisboa

Área de Construção:

10.000 m²

Projecto:

1991

Conclusão da Obra:

1994

Programa:

Projecto Geral de um novo edifício para os cursos de pós-graduação, englobando três anfiteatros, salas de aula, gabinetes, restaurante, cafetaria, etc..

Equipa:

Arquitectura

– Manuel Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquitecto

– António Pedro Batista Pardal Monteiro – Arquitecto

– João Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquitecto

– Paulo Vasco Silva Antunes – Arquitecto

– Clara Brás – Arquitecta

– Amadeu Lourenço

– Rodrigo Moutinho

Fundações e Estrutura

– Paulo Reis – Engenheiro

Instalações e Equipamentos Mecânicos

– GPF – Grupo Português de Frio

Instalação e Equipamentos de Águas e Esgotos

– Grade Ribeiro – Engenheiro

Instalação e Equipamentos Eléctricos e  telecomunicações

– GPF – Grupo Português de Frio

Category

EDUCAÇÃO, CULTURA E INVESTIGAÇÃO