O edifício em causa, de construção do final do século XVIII, integra a Carta Municipal de Património Edificado e Paisagístico, é composto por 4 pisos e aproveitamento de desvão de cobertura e por uma área de logradouro a tardoz, ao nível do piso 0 e 1.
O uso exclusivo de habitação é mantido com as mesmas 10 frações e na intervenção mantém-se a volumetria existente, sendo que apenas são eliminadas as áreas de acrescentos que foram feitos ao longo do tempo a tardoz, os quais são substituídos por áreas de varandas corridas.
Também, a tardoz, do lado nascente, o corpo de ampliação, de construção de 1914, é reformulado com base na linguagem do projeto então submetido à CML. A cobertura e fachada são refeitas com a linguagem da época, com uma estrutura mista metálica, betão e alvenaria, tipo “industrial”, linguagem essa, também usada nas novas varandas da fachada tardoz.
A área de logradouro é reformulada na sua composição arbórea e de revestimentos, sendo proposta uma zona de lazer repartida pelos fogos do R/C e 1º andar.
Foram mantidos os limites das tipologias existentes, sendo apenas propostas alterações ao nível da compartimentação interior, adaptando-se, no entanto, a nova organização funcional à pré existência dos elementos estruturais (paredes interiores e exteriores).
Optou-se pela localização das áreas de salas, tirando partido da relação destes espaços com a área de jardim e varandas. Também na organização dos fogos o alinhamento em prumada de todos os espaços de sanitários e cozinhas contribuiu para uma otimização construtiva das instalações.
As zonas comuns do edifício são requalificadas, mantendo-se todos os seus elementos compositivos, sendo que é implantado um elevador, que para uma boa funcionalidade e integração, é implantado no exterior junto à fachada tardoz, integrado no arranjo paisagístico do logradouro.
Ao nível da imagem urbana, é proposta a requalificação dos elementos existentes originais na fachada principal, com a sua valorização através da substituição dos elementos dissonantes, como as caixilharias em alumínio, por caixilharias em madeira com o desenho original.
Dono de Obra:
Gracious Conclusion, Unipessoal lda.
Localização:
Rua da Fé 31-35
Lisboa
Área de Construção:
1 305 m2
Projeto:
2017
Conclusão:
2019
Programa:
Reabilitação de edifício do final do século XVIII, com ampliação a tardoz, onde viveu o pintor Rafael Bordallo Pinheiro.
Edifício de 5 pisos com 10 apartamentos, 4 dos quais com pátio privado.
Equipa:
Em colaboração com a Arq. Sara Ribeiro
Arquitetura
– Manuel Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquiteto
– Sónia Machado Mendes – Arquiteta
– Maria do Rosário Botelho de Brito – Arquiteta
– André Geraldes dos Santos – Arquiteto
– Rita Varela Gomes – Arquiteta
– Francisca Caetano – Arquiteta
– Raquel Cravinho – Arquiteta
– Rodrigo Moutinho
Fundações e Estrutura
– Profico, Lda – João Pereira da Silva – Engenheiro
Instalações e Equipamentos Mecânicos
– José Rosendo – Engenheiro
Instalação e Equipamentos de Águas e Esgotos
– José Rosendo – Engenheiro
Instalação e Equipamentos Elétricos e de Telecomunicação
– Luís Serrão – Engenheiro
Segurança e Prevenção de Incêndios
– Paulo Cardoso – Engenheiro
Acondicionamento Acústico
– José Rosendo – Engenheiro
Paisagismo
– inplanta l Marta Duarte e Ana Brogueira – Arquitetas Paisagistas
Fotomontagens
– 4+ Arquitectos
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HABITAÇÃO E COMÉRCIO, REABILITAÇÃO E RESTAURO