Palácio da Justiça de Faro - PMA
Remodelação do Palácio da Justiça de Faro, Pardal Monteiro Arquitectos
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Palácio da Justiça de Faro

 

Remodelação do Palácio da Justiça de Faro
IGFEJ – Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça

 

O edifício foi construído de raiz para instalar os serviços do Tribunal da Comarca de Faro e os serviços dos registos e notariado. O projeto é da autoria do Arquiteto Raul Rodrigues Lima e foi inaugurado em junho de 1962.
Ao longo das mais de cinco décadas de funcionamento foi sofrendo diversas adaptações funcionais que implicaram alterações interiores, sendo que a sua imagem exterior foi, na generalidade mantida.
Tendo em consideração as alterações funcionais ditadas pelo novo “Mapa Judiciário”, conjugado com a necessidade de reabilitação do edifício, fomos incumbidos pelo IGFEJ de desenvolver o projeto geral para a totalidade do imóvel.
O edifício em causa apresenta caraterísticas construtivas usuais da época e uma imagem que se identifica facilmente com a imagem dos anos 60 dos edifícios públicos destinados a Tribunais.
É constituído por dois pisos principais ocupando toda a área de implantação, uma semi cave parcial e um piso ao nível da cobertura também parcial.
Construtivamente carateriza-se por uma estrutura reticulada de pilares, vigas e lajes em betão armado, enquadrando paredes de fachada e divisórias em alvenaria de tijolo cerâmico. Algumas das divisórias aplicadas mais recentemente são de painéis de gesso cartonado estruturado com estrutura de perfis de chapa.
As coberturas que inicialmente eram em terraço foram posteriormente alteradas, sendo agora constituídas por “canaletes” de fibrocimento.
A caixilharia é de alumínio anodizado na cor natural com vidro simples nos vãos de janela e metálicas pintadas enquadrando envidraçados nas portas de acesso. Os vãos do R/C dispõem de estores exteriores de réguas de madeira.
Da Solução
A intervenção incide em dois aspetos fundamentais: o da reabilitação geral do edifício, anulando as situações de degradação física e estética, e a remodelação funcional e das condições de “habitabilidade” e ambientais fundamentais para o bom funcionamento geral do Tribunal.
Dos aspetos funcionais
No piso da entrada principal (piso 0) e a partir do Átrio principal temos a Secretaria do MP, a Secção Central e a circulação que dá acesso à sala de Audiências 2 e à nova sala de Audiências 3. Ligadas a esta circulação temos também as duas salas de testemunhas e o acesso interno ao piso superior através da escada central e novo elevador. A partir desta zona acedemos a uma zona de acesso condicionado constituída por gabinetes destinados a magistrados e administração. Neste piso temos a zona das celas, com ligação ao exterior por porta própria e com ligação a duas salas de Audiências deste piso e à do piso superior através da coluna de circulações verticais. Deste piso através da escada central e de escada própria acedemos ao piso inferior (piso01) destinado a Arquivos e Espólios.
No piso superior (piso 1) e a partir do átrio principal temos o Local Criminal, a sala de Audiências principal e a circulação através da qual se acede à Central Criminal, e à zona reservada destinada a Magistrados.
Através da escada central e elevador acede-se ao piso 2 e à cobertura. Este piso parcial destina-se integralmente a Arquivo do Tribunal.
Dos acessos e circulações verticais
O edifício tem diversos acessos exteriores sendo o principal e para uso do público o da fachada principal que dá acesso ao átrio principal a partir do qual se acede às zonas públicas situadas nos pisos 0 e 1. Na fachada tardoz situa-se o acesso dos magistrados e funcionários.
Os restantes acessos são os destinados a detidos, que dão acesso às celas, e o de acesso à sala de espólios, ambos a partir do páteo.
Na fachada lateral foi criado uma nova saída para o exterior, ligada a uma escada que serve os pisos 0 e 1, destinada exclusivamente a saída de emergência.
Na entrada principal foi criado um acesso para pessoas de mobilidade condicionada constituído por uma rampa que se desenvolve ao longo da fachada lateral.
Na zona de público temos a escada principal que liga os átrios principais dos pisos 0 e 1.
Na zona central do edifício temos a escada que serve os quatro pisos. Nesta escada, foi implantado um novo elevador que facilitará não só a circulação de pessoas com mobilidade reduzida como também o movimento entre serviços e entre estes e arquivos.

Cliente:

Diâmetro II

Dono de Obra:

IGFEJ – Instituto de Gestão Financeira e equipamentos da Justiça

Localização:

Faro

Área de Intervenção:

Cerca de: 2.395 m²

Projeto:

2013

Programa:

Remodelação integral do edifício tendo em consideração a nova organização funcional e a instalação / reinstalação dos serviços.

Equipa:

Arquitetura

– Manuel Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquiteto

– João Cottinelli Telmo Pardal Monteiro – Arquiteto

– Sónia Machado Mendes – Arquiteta

– Pedro Cunha – Arquiteto

– Paulo Fontainha – Arquiteto

– Mariana Silva – Arquiteta

– Cláudia Domingues – Designer

– Rodrigo Moutinho

Fundações e Estrutura

– Paulo Reis – Engenheiro

Instalação e Equipamentos de Águas e Esgotos

– Diâmetro II

Instalações e Equipamentos Mecânicos

– João Rocha – Engenheiro

Instalação e Equipamentos Elétricos e de Telecomunicações

– Luís Serrão – Engenheiro

Segurança e Prevenção de Incêndios

– António Portugal – Arquiteto

Category

EDIFÍCIOS PÚBLICOS